OZÔNIO: O GÁS DA VIDA

OZÔNIO, O GÁS DA VIDA !

Em 1834, Christian Schonbein- grande cientista alemão na área de Física e Química – pescava nas aguas de um pequeno rio quando uma tempestade se aproxima. Sem tempo para escapar dos raios; se protege o que pode, sem antes perceber que um odor forte exalava após um raio atingir a água. Percebeu também que o odor que sentiu quando o raio crepitou na água era o mesmo que sentia quando chovia.

Schonbein reproduziu a manifestação da natureza em seu laboratório com uso de Arco Voltáico percebendo “cheiro de eletricidade” e designou esse gás como OZÔNIO – ozein do grego – que significa exalar odor. Estava descoberto o Ozônio.

O Ozônio é um gás natural composta por 3 oxigênios (O3) que se ligam em uma união endotérmica e que existe em pequenos percentuais ao nível do mar, mas que aumenta na altitude. Lembrando que a estratosfera está a 11km e acredita-se que a ozoniosfera esteja bem abaixo disso, ao nível de 3km.

Vale lembrar que nosso planeta é protegido por uma camada chamada “camada de ozônio” que nos protege dos raios nocivos, e sua destruição pela poluição gera diversas patologias aos seres vivos de nosso planeta.

Os urubus e as Hienas que se alimentam de carne podre e demais elementos com bilhões de bactérias e vírus tem um sistema imunológico de dar inveja. É sabido que os urubus sobem à camada de ozônio onde se oxigenam e recebem carga de gás essencial à sua vida: OZÔNIO, que lhe matam bactérias, vírus e fungos, perpetuando sua espécie, sendo que as Hienas sobrevivem pela seleção natural. Não podemos subir às alturas para nos oxigenarmos e inalar o gás da vida, já que o ozônio na sua forma mais comum mata ao ser inalado, razão pela qual outras vias serão citadas.

Ozônio é vida !

Químico alemão-suíço Christian Friedrich Schönbein

Químico alemão-suíço Christian Friedrich Schönbein

Schonbein morreu em 1867 de Carbúnculo (Bacillus Anthracis) e não pode perceber que o gás que ele acabara de descobrir poderia salvar sua vida, pois seria facilmente destruída por ele, já que naqueles tempos não haviam drogas como atualmente, já que o 1º antibiótico foi descoberto por Alexander Fleming somente em 1941 durante a 2ª Grande Guerra, ou seja, 74 depois que outro cientista Werner Von Siemens conseguiu gerar ozônio através de descargas elétricas e em 1889 Marius Paul Otto demonstrar que o Ozônio tinha atividade altamente desinfetante.

O Ozônio inicialmente foi usado (1893) para desinfecção de água pela população francesa, mas foi durante a 1ª Grande Guerra (1914-1918) que sua atuação foi marcante pois curava as feridas e gangrenas de guerra, em especial dos amputados com grandes benefícios aos combatentes.  Era comum nos campos de batalha da 1ª Guerra Mundial máquinas geradoras de ozônio, o que logicamente diminui sensivelmente as perdas, o que possibilitou grandes pesquisas quanto à sua utilização como antimicrobiano, já que conseguia matar microrganismos da água de beber da população, poderia ter efeito em algumas patologias.


Nota de rodapé: Fleming esqueceu em suas placas um fungo chamado de penicillium e quando retornou ao laboratório percebeu que as bactérias que havia semeado haviam morrido pela sua ação. Estava descoberto o 1º antibiótico (do grego:contra a um ser vivo).


Continua…

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