fazer o bem está mais perto e é mais fácil do que imaginamos

De vez em quando imaginamos que precisamos realizar grandes feitos para que o mundo reconheça nossa generosidade e bondade. Porém, não é assim. Não precisamos adotar crianças africanas, fundar bibliotecas no Afeganistão, partir em missões em prol dos refugiados… para que nosso gesto seja válido. É claro que se pudéssemos fazer tudo isso seria maravilhoso, mas não é porque isso não está ao nosso alcance que precisamos cruzar os braços e simplesmente não fazer nada.

Desconfio que a vida nos oferece oportunidades de sermos bons o tempo todo, nós é que demoramos a entender ou fracassamos em aceitar.  Desconfio que somos desafiados a usar nossos talentos para o bem comum, muito mais vezes do que podemos contar, mas poucas vezes dispomos a arriscar. Desconfio que o mundo poderia ser bem melhor se houvesse mais música, mais doações de sangue, mais leituras e flores colhidas e oferecidas… mas nem sempre estamos prontos a ofertar.

“Muitas vezes queremos fazer alguma coisa, mas simplesmente não sabemos como começar. O que você diz às pessoas que lhe perguntam isso?” “Bem”,  creio que, “as pessoas deveriam usar seus talentos”.

Desconfio que fazer o bem está mais perto do que imaginamos, mas poucas vezes somos solícitos o bastante para doar nosso tempo e nosso talento em prol de alguém.

Desconfio que a vida não nos pede muito, apenas aquilo que podemos dar, mas muitas vezes desistimos das possibilidades em nome da comodidade. Desconfio que para fazer o bem não preciso esperar que ninguém venha atrás de mim, é comigo que preciso contar, é através do meu esforço que posso realizar. Uma prece, um livro lido no meio da tarde, uma carta escrita à mão. Uma visita inesperada, uma doação de sangue, uma música de bom dia. Um elogio, um abraço, um sorriso. Uma gentileza, um ato de paciência, uma ajuda financeira, um aperto de mão.

Tudo são bênçãos, possibilidades de fazermos “alguma coisa”. Tudo são presentes, oportunidades de “fazer o que pode, sempre que pode…”


Texto adaptado do livro: A soma de todas os afetos. ( Fabiola Simoes)


 

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