Bancário a Profissão perigo!

 

Ser bancário é, acima de tudo um orgulho e uma profissão apaixonante. A notícia de que o PROCON autuou o Banco do Brasil não nos surpreende. Embora o PROCON esteja fazendo seu papel de atuar em defesa do consumidor, nota-se que apenas há a preocupação com o lado material e o bem-estar dos clientes. Nada mais justo. A população necessita dessa proteção dos órgãos mediadores e reguladores de conflitos econômicos. Contudo, lembrem-se: Não pensem apenas nos bancos, mas também nos bancários. Dentro dessas instituições atingidas, há pessoas que sofreram e estão sofrendo tanto quanto a sociedade em geral, não somente física como psicologicamente. Ainda há um sentimento de medo, apreensão, desconforto e insegurança entre os bancários dos bancos oficiais atacados. A Caixa Econômica foi atingida uma vez, o Banco do Brasil duas e esta semana um carro forte que se dirigia à Fraiburgo. Há poucos meses estas cenas apenas víamos pela televisão. Quem imaginaria cenários de guerra com tiroteios e explosões em nossa pacata cidade? A pergunta que sempre nos fizemos: Quando eles voltarão? Quando estávamos na fase de reformas, trabalhamos em meio a poeira, entulhos e constante perigo de acidentes como a queda de parte do teto sobre nossas cabeças e de clientes. Apesar do trauma, fomos resilientes. Mesmo na situação que estávamos, havia a preocupação com nossos clientes e com nosso município que ficariam sem os serviços oferecidos pelos bancos explodidos. Sou solidário com nossos colegas do Banco do Brasil porque para eles não foi diferente. É mister que em primeiro lugar lutemos pela causa da segurança. A seguridade do cidadão é obrigação do Estado, mas os bancos como instituições sujeitas a constantes ataques devem investir na proteção de seus empregados e clientela. Logo, assim como nós funcionários públicos somos empregados do povo, os políticos eleitos são, igualmente empregados da sociedade que os elegeu. Eles, assim como nós, deveriamos estar cobrando dos poderes superiores, tanto da área da segurança pública, como da diretoria dos bancos, uma maior atuação no combate aos assaltos e a criação de medidas preventivas nos bancos para evitar futuros infortúnios. É dever de todo cidadão cobrar das autoridades competentes uma maior efetividade no combate e prevenção à violência. Algumas medidas já foram tomadas. Mas prender e desmantelar quadrilhas não é o suficiente. Em seis meses eles estarão soltos e prontos para atacar novamente. A brandura das leis e do sistema carcerário favorecem ao crescimento assombroso da violência urbana.

Albino Martini
Foto: Internet

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