45 anos de Fraiburgo na opinião de Walter Neves

Posso dizer que vivi os mandatos de 1962 até os dias atuais com a prefeita Claudete. Lembro-me dos tempos das “Vacas gordas” nos anos 80, quando grandes empresas e bons empresários e milhares de funcionários fazendo festa no natal, no primeiro de ano e até no dia da pátria.  Fraiburgo nasceu forte, digo isso porque no final dos anos 60 com o fim das araucárias, cidades como Caçador e Curitibanos tiveram sua economia atrasada e demoraram alguns anos para se recuperarem.  Fraiburgo quase nada sofreu, afirmo isso porque o senhor Willy Frey há 10 anos antes já previa o fim do ciclo extrativista e a comercialização da madeira e providenciou incentivos para aplicação em reflorestamento.   Reflorestar não foi fácil, o início da comercialização também não, ele conseguiu fazer do Pinus (Pinheiro americano) um grande produto e estabeleceu um grande negócio.  E assim Fraiburgo foi passando das araucárias para os pinus com uma transição bem suave.    Os anos passaram e hoje estamos novamente sendo ameaçados por mais um “fim de ciclo”, a dos pomares de maçãs que diminuem a cada dia.  Além do mais, inúmeras empresas que tínhamos no passado, apenas uma grande e duas ou três menores continuam renovando seus pomares, e o restante dos terrenos antes cobertos com plantio de frutas, hoje se encontram com grandes plantações de cereais.  Como consequência nosso município tem acumulado um alto número de desempregados. Sabemos que as empresas cultivadoras de maçãs ofertavam muitos postos de trabalho, ocupavam centenas de trabalhadores, plantando, mudando, podando e colhendo, hoje no mesmo terreno um operador de máquina faz o trabalho que antes centenas de trabalhadores braçais faziam.  Este é o mundo moderno, nós só temos que aceitar.  Ora exigimos da atual prefeita: “Tem que trazer empresas e gerar empregos novos pra nossa gente, concordo! Pode até conseguir empresas, que virão com tecnologia e não ofertarão tanta mão de obra como as de antes. Atualmente 10 pessoas operam um indústria onde antes se necessitava 50 ou 100 funcionários.  Se fosse fácil atrair novas empresas, provavelmente os últimos 4 prefeitos eleitos e reeleitos teriam trazido indústrias.  Como diziam os caboclos: “O negócio é nós se virar por aqui mesmo”! O desemprego industrial vem sendo produzido na atual conjuntura econômica, decorrente sobretudo da evolução tecnológica, da chamada reestruturação produtiva, em que homens são substituído por maquinas. Penso que esperar que grandes empresas virou um sonho, o que que pode ser feito é criar e incentivar pequenas empresas sem importam quantas pessoas contratem, mas facilitar ao máximo, no que for possível.  Incentivar os pequenos produtores agrícolas a produzirem e vender seus produtos.  Eu acredito que é inaceitável alguém ter que sair de Fraiburgo para produzir em outra cidade, porque aqui encontra barreiras ou exigências abusivas. Sabemos que estamos entrando numa nova era da Automação Industrial. Enquanto isso nos países desenvolvidos estão criando mais robôs que irão ocupar o lugar das pessoas, embora o objetivo principal da automação industrial é criar mecanismos que sejam capazes de produzir o melhor produto com o menor custo possível.

 

Walter Neves

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